A 2º edição do projeto “De onde viemos: uma viagem pela história, cultura e ciência” aconteceu no Colégio Criarte de Maringá, entre os dias 21 e 25 de outubro, e contou com a parceria do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Após o sucesso da 1ª edição em 2025, focada em Ciências Biológicas, os próprios alunos votaram para abordar a área de Humanidades. As oficinas temáticas integradas à extensão universitária seguiram uma linha do tempo histórica e tinha como objetivo ser totalmente “mão na massa”.
Um dos organizadores da semana, João Victor Kuller conta como foi a atuação do Museu: “Como nós somos um Museu de múltiplas ciências, fechamos o projeto falando da história da ciência. Foi gratificante ver o engajamento dos alunos em cada proposta, seja pintando, cozinhando ou descobrindo como a ciência se desenvolveu ao longo do tempo”, destaca Kuller.
A coordenadora do projeto Muditinerante, Ana Paula Vidotti, explica como foram abordados temas que iam desde a arqueologia dos primeiros humanos, a criação de cidades medievais, a culinária, a arte e a história da Ciência. “A gente faz um esforço muito grande para que a ciência que produzimos dentro da universidade chegue à sociedade com toda a sua grandiosidade. Essa via de mão dupla faz com que tudo que realizamos aqui dentro chegue diretamente aos olhos e ao cotidiano da comunidade”, reforça Ana Paula.
Para os graduandos e pós-graduandos do Mudi, a experiência permitiu colocar a extensão e a comunicação científica em prática com turmas do Fundamental II e Ensino Médio, aproximando a produção acadêmica do cotidiano escolar.
Oficinas
Com o tema “Uma viagem pela história, cultura e ciência”, os estudantes passaram a semana toda por temas como Arqueologia, marcas do tempo, sociedades medievais e a história da ciência.
Giovani Maia destacou como a atividade no Colégio Criarte foi interessante para sua formação como profissional, já que cursa licenciatura em História. Ele ministrou a oficina de História Medieval, que consistia na produção de maquetes com uma cidade da idade média e um feudo, utilizando recortes em ‘papel Paraná’ para as construções, tinta para o solo e o rio, uma atividade prática e divertida envolvendo artes e história.
“Para me preparar para a oficina precisei estudar sobre o surgimento e desenvolvimento das cidades medievais, mas curiosamente, é um dos temas que estou estudando na disciplina de Medieval II. A recepção dos alunos foi surpreendentemente positiva, pois estávamos com medo de que os alunos não se engajassem e o material preparado fosse pouco. Mas durante a prática, eles se envolveram bastante”, ressaltou o estudante.
A recepção dos estudantes foi muito positiva, e gerou uma competição saudável entre os grupos para ver quem construía a melhor maquete.
Já a doutoranda no Programa de Ciências Biológicas, Maysa Alvarez, juntou-se a outros dois colegas da pós-graduação para a oficina de História da Ciência e Método Científico. Eles tiveram o desafio de transformar este tema denso em uma atividade teórico-prática acessível para os estudantes, que realizaram um experimento da fermentação. Os alunos atuaram como cientistas e registraram em cartolinas todas as etapas do processo: observação, formulação de hipótese, experimentação e conclusão.
Segundo Maysa, “essas atividades são muito importantes para nós, como pós-graduandos, porque desenvolvemos a autonomia de preparar aulas e comunicar a extensão para fora do Museu. Isso prepara a gente para o futuro, especialmente para atuar na docência”, conclui.



