Ir para o conteúdo
Ciência é para todo mundo.
Conheça o museu
Juca, o sapo do MUDI, lendo notíciasMUSEU DINÂMICO INTERDISCIPLINAR · UEMNotíciasdo MUDI.
15 de outubro de 2026Um olhar curioso muda tudo.
Notícias do MUDI›Curso

Em breve, visitantes poderão conhecer o Mudi em sua versão virtual

Equipe do NAPI Conectando Memória e Inovação já realizou o trabalho de escanerização dos ambientes do Museu e da área externa

Todos os ambientes do Mudi, internos e externos, foram escaneados para compor o Mudi Virtual (Foto/Mudi)

O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de maringá (UEM), recebeu na terça-feira, 13, a visita da equipe de professores e bolsistas do Novo Arranjo de Pesquisa Inovação – NAPI Conectando Memória e Inovação para a coleta de dados e imagens do Museu. A ação faz parte do programa do Arranjo para organizar as imagens capturadas por um scanner e disponibilizar os ambientes para um passeio virtual.

O grupo técnico, vinculado à Universidade Federal do Paraná (UFPR), está visitando as sete universidades estaduais para capturar as imagens da estrutura física interna e externa dos museus universitários e capacitar os monitores voluntários e bolsistas para a escanerização dos ítens dos acervos. 

“Aqui, em Maringá, estamos escaneando os ambientes para que depois tudo seja disponível no site do Mudi e as pessoas conheçam o Museu virtualmente e tenham vontade de vir visitar”, explicou o professor Alex Soria Medina, do curso de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura, do Departamento de Geomática UFPR. Na ação interna, o professor estava acompanhado dos bolsistas Ana Liz Gessner, do curso Expressão Gráfica, e Nicolas Haroldo, da Engenharia, Cartografia e Agrimensura.

Já o professor Luis Augusto Koenig Veiga, coordenador do Laboratório de Geodésia Aplicada à Engenharia e do Museu de Ciências Geodésicas e Cartográficas, da Universidade Federal do Paraná, pilotou um drone para escanear ambientes em 360° e, assim, conhecer o universo dos museus universitários. 

“É muito bacana, pois sendo engenheiro, a gente não tem essa convivência próxima com o pessoal de História, Museologia. Então, eu aprendo muito com todo mundo e ainda tem a possibilidade de fazer algo que possa ajudar esses centros de pesquisa, museus, que possa facilitar o acesso, pelo menos digital”, enfatizou Veiga.

O coordenador do Mudi, professor Celso Ivam Conegero (à esquerda) acompanhou os professores Veiga e Medina no escaneamento das imagens (Foto/Mudi)

O Mudi completou 40 anos de atividades como um espaço que integra ensino, pesquisa e extensão, como projeto Muditinerante que leva partes do acervo para outras universidades, escolas, bairros, praças, eventos e onde for chamado. O Museu faz parte do NAPI Conectando Memória e Inovação e também da Rede de Museus de Ciências Paraná Faz Ciência. 

Por seu dinamismo e relevância, o Museu recebeu o prêmio Pop Ciência 2026, na categoria ‘Espaços Científico-Culturais’, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes).  

Para o coordenador do Mudi, professor da UEM, Celso Ivam Conegero, esta é mais uma etapa fundamental do NAPI Conectando Memória e Inovação, que tem como articulador e parceiro o professor Renê Wagner Ramos, além da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti) e da Fundação Araucária.

“É preciso ressaltar que este é um grande passo, já que é a primeira vez que eu tenho conhecimento de uma gestão que pensou nos museus universitários. Houve um grande investimento em equipamentos, bolsistas e, agora, essa capacitação nos últimos anos. Temos um grande projeto que está sendo articulando, inclusive, com os museus, mobilizando as pessoas que estão envolvidas e dando mais visibilidade ao trabalho que realizamos há décadas”, destacou Conegero.

Galeria de imagens2 imagens
Capacitação dos monitores (Foto/Mudi)
Capacitação dos monitores (Foto/Mudi)

Para o coordenador do Mudi, “quem ganha com isso somos nós, em primeiro lugar, gestores desses espaços e, consequentemente, a sociedade, pois temos condições de levar o conhecimento produzido na Universidade e popularizar a ciência, que é nosso nosso principal desafio”.

A próxima etapa, segundo o coordenador, é escanear todas as peças que integram o acervo do Mudi, agora que nossos monitores estão capacitados pela equipe do NAPI. “Assim, o passeio virtual poderá ser completo, com os ambientes, imagens e informações de cada objeto, estimulando ainda mais as pessoas de todas as idades a visitar o Mudi presencialmente”, completou o coordenador.